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Entrevista

04 de Junho de 2009

R: Oi, Mira. Tudo bom? Temos acompanhando o seu blog e gostado muito.  Ele tem um nome curioso. De onde veio a inspiração e o que ele significa?

Mira: Primeiramente, muito obrigada pelo carinho de todos. Tem sido muito gratificante a resposta do público. Respondendo a sua pergunta; o título do blog “Sorumbática ao Avesso” remete à minha pessoa, é praticamente um jeito de ser. Sei que surgem dúvidas porque “sorumbática” não é uma palavra comum. Sou contra o uso dessas palavras que geram dúvidas e exigem que o leitor procure o significado, mas essa em particular me agrada muito foneticamente.  Sorumbática significa triste, abatido. Eu não sou assim, muito pelo contrário. Por isso o “avesso”.

R: Desde quando você escreve?

Acho que desde quando aprendi. Aos 4 anos (risos). Brincadeira. Eu sempre gostei de escrever e de ler. Eu fazia diários desde criança (10 anos para cima). Escrevia às vezes para o jornalzinho do colégio. A maioria das vezes poesias. Eu tinha facilidade. Quando estava no primeiro ano do ensino médio começou a onda dos blogs. Todo mundo tinha um e a Maria aqui resolveu imitar. Foi aí que comecei a escrever regularmente para outras pessoas lerem. No terceiro ano, ocupada e preocupada com vestibular, encerrei minhas atividades em blogs.

R: O que motivou o retorno?

Mira: Alguns amigos para quem eu mandava alguns textos e a saudade que ficou daquela época. Acompanhar alguns blogs também ajudou.

R: O que você mais gosta de escrever?

Mira: Você ta querendo saber o tipo de texto que prefiro?  Dissertativo ou narrativo?

R: É, pode ser… (= /)

Mira: Quando eu era mais nova, gostava de parecer adulta, então eu dissertava. Tinha opinião sobre tudo e tudo virava aquele texto todo trabalhado, mas curto. Sempre fui objetiva. Hoje, prefiro coisas menos claras e deixar as pessoas que lêem interpretarem. Podemos dizer muito mais coisas traçando perfis subjetivos de personagens e encaixando eles em determinadas situações. Gosto de surpresas. Gosto de pensar e fazer pensar. Por isso, hoje prefiro o gênero narrativo. Adoro o primeira pessoa pois permite ao leitor pensar como o personagem pensa. O guia é o personagem, e a gente se deixa levar.

R: Sei que está um pouco cedo, afinal o blog ainda está no começo. Mas algumas pessoas afirmam que há muito de você em seus textos. Elas acreditam que você está na personagem de suas estórias. O que você pode nos dizer sobre isso?

Mira: Essa é a parte complicada de escrever, mas é até interessante observar isso. É natural. A gente sempre procura enxergar o autor nas coisas que escreve. O Bom é que a gente consegue. Há quem veja um quadro sem assinatura e sabe quem é o pintor somente por algumas características dele. Acho que é isso que acontece um pouco. Transfiro muitas características minhas para alguns personagem. Afinal, são as características que mais conheço e sei trabalhar com elas. Há personagem que são inspirados em pessoas e nas impressões que tenho delas, outros ainda, são apenas fantasias minhas.  Fica aí a dúvida, e o exercício para o leitor. Saber quem é quem na história. Geralmente eu pego uma determinada característica, minha ou não, e exagero. É quase uma caricatura.  

As vezes eu nem preciso dizer nada, as situações por si só nos permitem construir o perfil. Isso é o que me fascina. Nossa… Falei demais. É. Eu me empolgo.

R: Continue você essa entrevista logo abaixo (nos comentários). A Mira me contou que vai responder qualquer pergunta, só não garante que as respostas serão satisfatórias.

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