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Três gerações em Cantigas – História de Família

abril 5, 2010

Fon Fon Fon

Vem a gente lá da roça
Na cidade a passear
Mas que possa que não possa,
Tem de logo regressar

Fon Fon Fon corre para lá.
Fon Fon Fon corre para cá.
Fica gente atrapalhada
Pra livrar-se da trombada

Com a boca eles imitam
Direitinho o mesmo som
Da buzina quando grita
Dos malvados dos fon-fon.

Fon fon fon, corre para aqui
Fon fon fon, corre para ali
E os malditos por de trás
Gritam mais fon fon fon fon.

Quando acabar a moda
Dos fon fon andar assim
Machucando com a roda
Pode entao a gente vir.

Fon Fon Fon, corre para lá
Fon Fon Fon, corre para cá

LAVADEIRAS

Somos nós as lavadeiras
tão brejeiras
Roupa aqui sempre lavamos
Para servir a freguesia
Com alegria
Sempre esperta nós estamos

Quando a chuva não nos deixa
muita queixa
Pra lavar com brevidade
Pra lavar com perfeição,
Mas sem sabão.
Não há outras na cidade.

Assim lavamos, Chic Chic Chic Chic
Com perfeição, Chic Chic Chic Chic
Ensaboamos, Chic Chic Chic Chic
Mas sem sabão.

Músicas cantadas por minha avó, acompanhada da orquestra de Itabira, em 1922 na Inauguração do Grupo Escolar de Santa Maria (naquele tempo, distrito de Itabira, a cidade de Carlos Drumont de Andrade). A D. Lourdes completava, então,  seus sete anos. Hoje, 87 anos mais tarde, sua memória privilegiada lhe permitiu cantá-las para mim.

Em breve, a matriarca mor, completará 95 anos. Vigor, alegria, apesar das surpresas, e uma mémoria de dar inveja em muito adolescente não lhe faltam. Quanto a memória, não posso dizer o mesmo sobre a minha mãe.

Semana que vem, a segunda geração em cantigas. Mamãe e sua ajuda providencial. Por pouco, ela não fez feio.

A autoria é desconhecida. As letras também o eram, pelo menos até o dia de hoje, para mim e para boa parte do mundo. Nenhuma das duas músicas, acredite, foram encontradas em pesquisas minuciosas no google.

Se alguém conhecer uma dessas cantigas, por favor, me informe.