Archive for junho \27\UTC 2009

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Um dia de Ação de Graças…

junho 27, 2009

Today is a special day…

Comecei com essas palavras o discurso de ação de graças no colegial. Era a introdução para uma peça (Música + Encenação)  que apresentaria junto com minha turma de inglês. O Auditório estava lotado, devia ter umas 400 pessoas alí. Lembro de sentir minha barriga gelada e as mãos tremerem. Não estava acostumada a falar em público, muito menos em uma língua diferente da pátria. Do conteúdo do discurso não me lembro. Sei apenas que falava que era o dia para dizermos aos que amamos o quanto eles eram importantes e falarmos o mesmo ao mundo. Um dia para agradecer à Deus pelas bênçãos recebidas e demonstrar nossa gratidão com atitudes a fim de tornar o mundo um “lugar melhor, para você, para mim e para toda raça humana.”

Esse dia se passou há 5 anos, mas é muito recorrente agora em minha mente. Afinal, a Mensagem “Heal the World” foi escrita, composta e espalhada por ele. Sim, o Rei do Pop.

Faço minhas, agora,  suas palavras:

“There are people dying
If you care enough for the living
Make it a better place
For you and for me”

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Sobre Loucos e seus Amores

junho 25, 2009

Trecho de “Uma Mente Inquieta” de Kay Jamison

“Nenhuma quantidade de amor pode curar a loucura ou iluminar nossas melancolias profundas. […] A loucura, por outro lado, sem a menor dúvida e com frequência consegue destruir o amor através da desconfiança, do seu pessimismo implacável, das suas insatisfações, do comportamento imprevisível e, especialmente, dos seus estados irracionais”.

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Agora um diálogo ilustrativo…

– Oi Amor… Amor? O que você está fazendo?

– Ah, oi.

– Lúcia?

– Silêncio!!

– Por que? O que você está fazendo?

– Estou escrevendo um texto.  Um texto lindo. Perfeito. Agora fica quieto senão as palavras vão se assustar e fugir do papel e depois vou ficar horas igual galinha procurando milho. Por falar em galinhas, você sabia que elas são canibais? Descobri isso hoje. Mas não é de propósito. Elas nem sabem que são. Coitadas.

– O que você está escrevendo? É sobre as galinhas?

– Galinhas, que galinhas? Eu estou escrevendo sobre um avião. Galinhas não podem voar. Eu quero coisas que voem.  Posso escrever sobre um pato.  Não, patos não. São muito patetas. Eu quero mesmo é um aviãzinho de papel. Eu gostava tanto quando era criança. Meu irmão vivia tacando uns em mim enquanto estudávamos na sala de casa. Nosso pai fingia que não via para num precisar brigar com a gente, mas a gente sabia que lá de longe ele estava rindo. Eu fingia que ficava com raiva, senão num tinha graça a brincadeira.

– Posso ver o que você escreveu?

-Toma essa porcaria logo de uma vez.

– Eu não entendo nada. Aqui só tem um monte de números.

– Claro, está criptografado. Eu não confio em você, você me trai. Todo mundo é traidor. Não se pode confiar em ninguém.

– Querida. Sou eu. Eu não sou traidor. Você sabe que eu te amo. Eu nunca faria isso.

– Ah.. é verdade, os burros amantes… Entregam-se e estragam-se.

– Lê para mim o que está escrito?

– Não sabe ler?

– Eu já disse, não consigo, está criptografado.

– Isso não é criptografia. É hieróglifo.

– Mas querida, são números.

– Você pensa que são números, mas eles sabem que são hieróglifos

– Eles? Eles quem?

– Oras, não é óbvio?  Os mosquitos.

– Eles não estão aqui agora. Você pode ler para mim?

– Claro que sim. Eu te amo. Eu faço o que você quiser. Deixe me ver:

Ah, claro: “Derrubei a tinta branca sobre o papel azul. De repente, tudo ficou laranja e escorreguei. Os calos nas mãos não tinham mais graça nenhuma. Esqueci a brincadeira e plantei bananeira. Ou seria amoreira?”.

– Querida, não era sobre avião?

– E é. Não está óbvio? O avião caiu.

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Opiniões, Análises, pitacos e críticas serão muito bem vindos. Contribua, esse é um post interativo.  Ele continua com a visão, e principalmente, com as palavras de vocês.

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Causos da Solteirona – IV – Valeu a pena Esperar?

junho 23, 2009

Se você ainda não conhece os Causos da Solteirona, essa é a sua chance. Organizei todos em uma subcategoria dentro de Contos e Crônicas, já que pela insistência de muitos, não pude encerrar os Causos. O que Adorei.  É muito divertido escrevê-los e melhor ainda é ter você por aqui.

Preciso também, agradecer a sua presença e dizer que o Blog já recebeu mais de 1000 visualizações com um mês de vida. ( Imagine a Mira gritando: “EEEEEEEEEE!!!!!!”)   Obrigada por tudo. Pela presença e pelos comentários que têm feito a Mira uma menina muito feliz.

Se você acompanha o Blog, deixe um comentário dizendo o que tem achado e onde pode melhorar. Críticas são muito bem vindas.

Para finalizar e seguirmos para a tão esperada história agradeço ao Matheus Tapioca (Farinha de Mandioca)  e à Vivica Bolacha (Coberto de Farrapo) que colocaram meu link em seus blogs e aos cinco (ual) seguidores do Blog pelo Google Reader/ Feed (dos quais só conheço dois, se você é um, taí uma boa hora para me dizer. Se não, passe a ser. Risos).

Ah, só mais uma coisa… (brincadeirinha, vamos ao texto)

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Causos da Solteirona IV

Não vou contar os detalhes daquela noite, nem o que aconteceu dentro daquela casa. Digo apenas que a criança que chorava dentro de mim foi embora poucos segundos depois que entramos.  Ninguém queria brincar de casinha, a brincadeira agora era outra. Pedalava como poucas vezes fiz na vida. Agora, minhas mãos até podiam ficar livres. Cedo perdi a insegurança nas pedaladas. Ambos estávamos no mesmo ritmo, na mesma freqüência. Ambos livres como se estivéssemos em campo aberto, sentindo uma brisa suave, mas a verdade, completamente antagônica, era o quarto fechado, que fazia verão, mesmo lá fora sendo inverno.

Tudo correu como eu precisava. Sem promessas, sem cobranças e com os desejos declarados.  Apenas desejos. Saí de lá bela, como sou de fato, sem complexos, sem neuroses, sem crises da meia-idade, sem problemas hormonais e principalmente, sem expectativas.  Ele era o sim o cara perfeito, perfeito para uma noite e uma noite apenas.

No dia seguinte fui ao salão. Pintei o cabelo, que estava bem preto,  de castanho médio e as unhas de vermelho. Repiquei o cabelo, que ficou um pouco acima do ombro.  Saí de lá pensando “Não falta mais nada. Declaro-me, portanto uma mulher segura, independente e bem resolvida” e fui trabalhar.

tulipasDias depois, ainda com a satisfação estampada no rosto, chegava animada no escritório. O sol estava brilhando forte e a temperatura estava agradável. Era um belo dia para terminar o artigo que estava escrevendo: “Eventos Pequenos que Mudam a Vida de uma Mulher”.  Sentei em frente ao computador e poucos minutos depois chegou um entregador. Ele tinha um arranjo de flores nas mãos, tulipas, e um cartão anônimo que dizia: “Meus dedos anseiam por passear pelos seus lindos e compridos cabelos pretos. Me aguarde…”

Acrescentei, então, ao título do artigo, duas palavras: “Para Pior”.

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Euforia

junho 21, 2009

euforia

O dia está lindo hoje. O Céu não tem uma nuvem. Seu azul está muito forte. As árvores, vivas como nunca, agradecem cada raio solar que as atingem. Cada fóton, uma nova alegria. Os pássaros cantam, os pombos dançam. O Dia está em festa. A minha mente está em festa.

Penso muito mais rápido que escrevo e nas palavras faltam letras, meu coração bate rápido. Tum tum tum tum tum. A vida me chamou, eu aceitei. Saí de casa, fui ver o mundo. Quanta alegria, quanta euforia. Sem demora, lá estava eu, correndo. Um passo atrás do outro, saltitante.  Motivos para estar feliz? Tenho não. Deve ser apenas uma produção irregular de serotonina.  Uma supra-produção. Preocupada? eu? Claro que não. Eu vou é curtir. Um passo atrás do outro e as crianças ficam para trás. Mais um passo, me sinto bela. Mais um, já estou sorrindo. Não quero mais parar. Não vou. A coragem transborda, me sinto forte. Me sinto, me sinto muito acordada. Acho que nunca estive tão sóbria. Tão sensata. Tão inteligente. Tão misteriosa.

Dormir, para quê? Não durmo mais de três horas por dia. Já basta. Dormir é perda de tempo. Há tanta coisa para se fazer. Há tanta coisa para experimentar. Se há… E eu quero, eu quero tudo. Ouvir música lá no alto, dançar como se não tivesse fim. Sentir os ventos no cabelo, no rosto, e querer mais. Mais vento, por favor.  Acelero tanto, queria mesmo era chegar à velocidade da luz. Viver num mundo relativístico deve ser muito divertido. Meu tempo se contrai, e se estende, ao mesmo tempo.

Minha perna cansa, mas não a minha mente. Minha respiração está ofegante, mas eu não quero parar.  É inútil lutar com o meu corpo. Esse sedentário não sabe o que é ser feliz. Sento e descanso mesmo não estando cansada. Penso, mas é difícil organizar os pensamentos, mesmo tudo sendo tão claro.  Levanto e vou para casa. Vou comer mais chocolate, tomar coca-cola e falar para aquele idiota que o amo.

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Sobre Retas Paralelas – A Geometria do Amor

junho 18, 2009

Todo mundo, um dia, já ouviu falar que as retas paralelas se cruzam no infinito. Eu inclusive, já acreditei nisso. Sempre usavam como exemplo as viagens que fazemos por rodovias retas. Lá na frente, parece mesmo que elas vão se cruzar, mesmo sabendo que viajando de São Paulo para Goiás, podemos dormir por horas no carro e estaremos perfeitamente seguros, como estávamos antes de cochilar.

Retas paralelas têm a mesma inclinação e podemos passar uma reta perpendicular as duas ao mesmo tempo. Não sei se essa é a definição exata de retas paralelas, mas isso já basta para que você me compreenda.

Quero falar de pessoas e de inclinações. Você, com certeza já ouviu máximas como “dois bicudos não se bicam” e sua mãe já deve ter te dado conselhos sobre procurar uma pessoa que é diferente de você usando aquele velho argumento de que um deve completar o outro e que se você e o seu parceiro fossem muito parecidos a vida seria monótona, sem emoção. Acontece que, teimosos como somos, insistimos em procurar aqueles que mais combinam com o nosso perfil, que goste das mesmas coisas, e acreditamos fortemente que um dia iremos encontrar.  Ou seja, procuramos pessoas com a mesma inclinação e insistimos que mesmo que demore, um dia vamos “cruzar” com uma delas por aí. Se você pensa assim, sinto muito, mas tenho uma péssima notícia: A geometria proíbe.

Quê? O que a geometria tem a ver com a minha vida?

Calma, calma. Eu explico.

Imaginemos que em um determinado ponto no espaço, as retas se cruzam. Você finalmente encontrou quem procurava. Portanto, há um ângulo maior que zero, entre vocês. Certo? Peguemos agora, uma reta, aquela que é perpendicular a você e a outra pessoa. Agora, some os ângulos do interior do triângulo formado.

Opa… Como assim? Deu maior que 180 graus.

Pois é, isso é um Absurdo. Logo, não insista. Não vale a pena ficar esperando aquela pessoa que gosta dos mesmos filmes que você, que tem a mesma personalidade e que tem opiniões similares porque simplesmente as coisas não vão dar certo.  Nem que demore muito, nem no infinito, você vai conseguir “cruzar” com essa pessoa, já que, como eu disse, a geometria proíbe.

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Há Vagas

junho 15, 2009

O dia dos namorados passou (ainda bem, não aguentava mais tanta propaganda). Muitos cultivaram a paixão, outros aproveitaram a data para plantar sementes, outros ainda, menos sortudos, tacaram fogo na plantação ou sopraram as cinzas que sobraram. Pensando nas “sementes” resolvi publicar o texto abaixo.

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Há vagas

O começo de um namoro podia ser igual à seleção para um emprego. Isso não quer dizer que não gosto do romantismo. O que não me agrada é isso:

–          Oi, tudo bom?

–          Ah… sim. E você?

–          Eu to bem também.

–          Hum. Que bom!

Silêncio por uns 10 minutos

–          Você tá bonita hoje.

–          Obrigada, você também, tá bem bonito.

Silêncio por mais 10 minutos.

–          Fiquei sabendo que você está solteira.

–          Ah… é verdade, já faz um tempinho. Mas eu tô muito bem solteira. É bom ficar sozinha às vezes. A gente pensa mais em si mesmo.

–          É. Eu também estou solteiro. Ainda não encontrei a mulher ideal para a minha vida. Mas, o dia que eu encontrar, vou fazer dela a pessoa mais feliz do mundo.

Suspiro feminino e mais um silêncio. Dessa vez, ela decide falar.

–          Você sabe os filmes que tão em cartaz no cinema?

–          Não. Não sei.

–          Eu sou apaixonada por cinema.

–          Eu sei que sexta-feira vai estrear o novo filme do Brad Pitt . Eu posso ir assistir com você se quiser.

–          Nossa. Boa idéia. Eu tô querendo muito ver esse filme. Vou chamar a Carlinha para ir com a gente. Mas antes, eu preciso dar uma olhada na minha agenda.

–          Ok. Preciso ir agora. Me dá o seu celular que eu te ligo para confirmarmos.

Alguém me explica o porquê dela falar que está bem solteira se ela anda por aí com aquele decote e toda maquiada, principalmente quando vai encontrar com ele?

Alguém, por favor, me diga a razão de ele dizer que não encontrou a mulher ideal se sabe que ela está bem na sua frente?

Em seguida começa o papo de marcar um encontro mais “no clima de romance” na maior inocência do mundo. Depois que ela enfim consegue o tão desejado convite, ela inventa de chamar a tal amiga. Isso faz algum sentido?

Está certo que no dia marcado, a amiga vai ter uma reunião super importante com os forneceres da empresa, e ela, infelizmente, terá que ir sozinha ao encontro.

– Oi. Tudo bom?  A Carlinha não pôde vir, ela teve uma reunião.

– Nossa, que pena. O Marcão tava louco para conhecer ela. Né, Marcão?

– Ah, Claro. O Sérgio me falou muito bem dela.

– É. Ela é um doce. Pena que não veio.

Agora, a seleção:

curriculo

Na “placa” diz: “Há vagas para Namorado”

– Oi, Boa Tarde. Eu gostaria de me candidatar à vaga de seu namorado.

– Ah, pois não. Deixe seu currículo aqui que ele será analisado. Me diga: Quais são as suas intenções?

– Meu único interesse é a sua felicidade.

– Hum. Ok. Aqui está o telefone do R.H. Ligue amanhã para marcar a Dinâmica. Ela costuma ser realizada no cinema da cidade. Eu serei a psicóloga.

Muito mais interessante!  Não?

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Clichê do começo de Junho

junho 11, 2009

 O Grande dia está chegando. As propagandas não nos deixam esquecer. Nem a excitação dos que alimentam fantasias com o dia. É Amanhã!! É Amanhã!!

Chovem anúncios, declarações de amor eterno, trocas de presentes. Escorrem pelos dedos a originalidade e a criatividade. Todos correm loucamente atrás de conselhos sobre o que dar e o que não dar para o respectivo e dividem espaço e a atenção dos vendedores nas lojas com outras pessoas igualmente perdidas. Afinal, tudo que tinham pensado em dar estava naquela listinha negra da revista, e o que estava como um bom presente ou é muito caro, ou já acabou.

 Se você é um desses perseguidores de conselhos, deixo-lhe um. Ignore todos esses conselhos. Ignore o meu também se não souber ser original. O importante é conhecer o parceiro. Dessa forma não se erra. Se há dúvidas no presente, observe melhor a pessoa que gosta, seus hábitos, suas preferências, e suas necessidades. Planeje e trabalhe. É sempre bom saber que o outro se dedicou para agradar. E lembre-se; a beleza está em ser diferente, em ser inesperado, e em surpreender.  É bem melhor ganhar presentes quando não se espera por ele. É bem melhor sair para jantar numa noite em que nem todas as pessoas do restaurante estão com a mesma cara de bobo que você e a pessoa na sua frente. E é bem melhor ouvir um “Eu te amo” quando a situação não exige.

Pense nisso.

Agora, se você é solteiro, aproveite, mas sem sair de casa. Não ligue a televisão, se for aberta, e só navegue por sites com conteúdo apropriado para o seu dia, um dia como outro qualquer. Chame uns amigos, faça uma festa e esqueça os apaixonados ou mentirosos lá fora, afinal, você está feliz e uma festa pode ser um programa muito mais divertido. Todos os seus amigos namoram?  Não tem problema. Vem para cá. A minha festa já está montada!  

Festinha na casa da Mira

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